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POESIA
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As primeiras notícias sobre a emigração são dadas por Garcia de Resende (1470-1536, ao manifestar-se preocupado com a ideia de despovoamento perante a saída de tantos Portugueses do reino: «Viymos muyto espalhar portugueses no viver Brasil, Ilhas povoar a aas Indias yr morar natureza lhes squecer(…)»
«Saiu de Samardã certo pedreiro Faminto de ouro, em busca de fortuna ; Embarca, vai-se ao Rio, deita às Minas, E lida, e fossa, e sua, arranca à terra O luzento metal, que o vulgo adora. Vem rico a Samardã; vinhas, searas, Casas, móveis, baixelas compra (...)».
Os
Emigrantes Manuel Freire
Cantar de Emigração
Este parte, aquele parte e todos, todos se vão. Galiza, ficas sem homens que possam cortar teu pão.
Tens em troca órfãos e órfãs e campos de solidão e mães que não têm filhos filhos que não têm pais.
Corações que tens e sofrem longas horas mortais viúvas de vivos-mortos que ninguém consolará.
Rosalía de Castro
Tradução de José Niza O nosso amargo cancioneiro, Livraria Paisagem, 1973 - Porto
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