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“Podemos
afirmar que as escolas melhor equipadas em mobiliário de ensino,
até à década de trinta no Centro e Norte do país, eram sem
dúvida as doadas por
brasileiros.
Os beneméritos,
quando acompanhavam a construção dos edifícios, utilizavam
madeiras brasileiras, equipavam as escolas com mobiliário e
material didáctico que evocavam o Brasil. (…) Muitas instituíam
donativos anuais para a compra de livros e material escolar para
os alunos e uma gratificação para o professor (a).”
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No contexto da filantropia dos
«Brasileiros», são identificáveis cinco escolas: Deolinda Leite (1892),
Conde Ferreira (1866), Leite Lage (1877) e
António Joaquim Vieira Montenegro,
Manuel
Gonçalves, Olímpio Mendes de Oliveira, as quais permitem compreender a
valorização da Instrução e o papel da Escola, pelo Emigrante, quando
regressado aos territórios de origem, pelo que uma destas Escolas, ao
transformar-se em “Museu da Instrução”, dará sentido ao conhecimento desta
temática.
A incidência geográfica deste
contributo é desigual e parece localizar-se nas áreas onde a emigração para o
Brasil se saldou com o sucesso de alguns dos seus membros.
Os edifícios escolares
existentes dão ainda testemunho dessas iniciativas quer no ensino das
primeiras letras quer na promoção de asilos-escolas de ensino profissional e
industrial ou ainda de cegos e surdos.
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